Escolher o regime tributário errado faz sua empresa pagar imposto a mais o ano inteiro. Entenda as diferenças entre Simples, Presumido e Real e como decidir.
Escolher o regime tributário é a decisão que mais impacta quanto a sua empresa paga de imposto — e ela não é definitiva: pode ser revista todo ano. Estar no regime errado significa entregar dinheiro à Receita sem necessidade. Veja como funcionam o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real e como saber qual é o melhor para o seu caso.
Simples Nacional
É o regime pensado para micro e pequenas empresas, com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Reúne vários tributos em uma única guia (o DAS) e costuma ter menos burocracia.
- Vantagens: guia única, alíquotas iniciais menores e simplificação de obrigações.
- Atenção: para serviços, o anexo (III ou V) depende do Fator R, e nem sempre o Simples é o mais barato — em alguns casos, o Presumido paga menos.
Lucro Presumido
Neste regime, a Receita presume uma margem de lucro sobre o faturamento (que varia conforme a atividade) e é sobre essa base que incidem o IRPJ e a CSLL. PIS, COFINS, ISS e ICMS são apurados à parte.
- Vantagens: pode ser muito vantajoso para empresas com margem de lucro alta e folha de pagamento baixa, especialmente alguns serviços.
- Atenção: você paga sobre a margem presumida mesmo que tenha lucrado menos — se a margem real for baixa, pode pesar.
Lucro Real
Aqui o imposto incide sobre o lucro efetivo da empresa (receitas menos despesas comprovadas). É obrigatório para faturamentos acima de R$ 78 milhões/ano e para alguns setores, mas também pode ser opcional.
- Vantagens: se a empresa tem margem apertada ou prejuízo, paga menos — e pode aproveitar créditos de PIS/COFINS.
- Atenção: exige contabilidade rigorosa e mais obrigações acessórias.
Como decidir na prática
A escolha depende de três variáveis principais:
- Faturamento — define quais regimes estão disponíveis.
- Margem de lucro — margens altas tendem a favorecer o Presumido; margens baixas, o Real.
- Peso da folha de pagamento — folha alta costuma favorecer o Simples via Fator R.
A única forma de ter certeza é simular os cenários com os números reais da empresa. Comece agora pelo nosso Simulador de Regime Tributário, que compara os três lado a lado.
A escolha certa pode ser revista todo ano
A opção de regime é feita no início do ano e vale para o exercício inteiro — por isso, revisar antes da virada pode gerar economia relevante nos 12 meses seguintes. Esse é o coração do planejamento tributário.
A Nauta analisa o seu caso com base em dados reais e recomenda o regime que faz sua empresa pagar menos, dentro da lei. Fale com um especialista e receba um comparativo sem compromisso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma análise contábil individualizada. Regras e limites podem sofrer alterações; consulte a Nauta para a situação atual do seu negócio.