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Qual CNAE para e-commerce
Escolha do CNAE

Qual CNAE para e-commerce

EriveltonEriveltonFiscal 4 de setembro de 2026

Qual CNAE para e-commerce usar: comércio varejista pela internet, atividade principal x produtos, marketplace e dropshipping sem erro.

Você montou a loja virtual, escolheu os produtos, tirou as fotos e já está pronto para vender pela internet. Mas na hora de abrir o CNPJ surge a pergunta que trava tudo: qual CNAE usar para e-commerce? Escolher errado pode complicar a emissão de nota, o enquadramento no imposto e até gerar dor de cabeça com a prefeitura. A boa notícia é que, entendendo a lógica por trás dos códigos, a decisão fica bem mais simples.

O que o CNAE representa na sua loja virtual

O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o código que diz ao governo o que a sua empresa faz. Para quem vende online, ele define você como comércio, orienta a tributação e aparece em documentos oficiais. No e-commerce, a maioria das operações se encaixa no comércio varejista realizado pela internet, dentro da divisão 47 da tabela.

O código mais usado por lojas virtuais é o 47.13-0/02 — comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, ou não, por internet, além do popular 47.90-3/00 e subclasses específicas por tipo de produto. O ponto central é: existe um grupo pensado para vendas não presenciais, e é nele que a loja online costuma se apoiar.

Atividade principal x produtos que você vende

Aqui mora a confusão mais comum. Muita gente acha que precisa de um CNAE diferente para cada item do catálogo. Não é bem assim. Você tem:

  • CNAE principal: a atividade que gera a maior parte do faturamento (normalmente o comércio varejista pela internet).
  • CNAEs secundários: outras atividades que a empresa também exerce, incluídas conforme a necessidade.

Se você vende roupas, acessórios e cosméticos na mesma loja, muitas vezes um CNAE de comércio varejista pela internet cobre o conjunto, com secundários apenas quando a categoria exige código próprio (como certos produtos controlados). O segredo é declarar o que reflete a operação real, sem inflar a lista com atividades que você nunca vai exercer.

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Marketplace: vender em plataformas de terceiros

Vender na Shopee, Mercado Livre, Amazon ou Magalu não muda a natureza do seu negócio: você continua sendo um comércio varejista que usa a internet como canal. O CNAE de comércio varejista pela internet costuma atender bem. Já quem opera a plataforma (intermedia vendas de outros lojistas) exerce uma atividade diferente, ligada a serviços de intermediação, e aí o enquadramento muda. Não confunda o vendedor do marketplace com o dono do marketplace.

Dropshipping: cuidados extras

No dropshipping você vende sem manter estoque: o fornecedor envia o produto direto ao cliente. Do ponto de vista fiscal, na maioria dos casos você ainda é o vendedor da mercadoria, então o CNAE de comércio varejista pela internet segue fazendo sentido. Os pontos de atenção são outros:

  • Emissão correta de nota fiscal, mesmo sem passar fisicamente pela mercadoria.
  • Importação, quando o fornecedor é do exterior — há regras e tributos específicos.
  • Registro adequado das operações para não ter surpresa no fechamento.

Por envolver logística e fiscal fora do comum, o dropshipping pede um olhar de contador antes de começar, para não montar a estrutura errada.

Cuidados na hora de escolher

  • Pense no futuro próximo: se pretende vender também em loja física, avalie incluir o CNAE presencial.
  • Confira o Simples Nacional: a maioria dos CNAEs de comércio é permitida, mas vale conferir o enquadramento e o anexo aplicável.
  • Não copie de outra loja: o CNAE certo é o que espelha a sua operação, não o do concorrente.
  • Revise periodicamente: se o negócio mudar, o CNAE também deve mudar.

Para pesquisar códigos e testar hipóteses, use a nossa ferramenta de consulta de CNAE e aproveite o guia como escolher o CNAE. Se ainda tem dúvida sobre imposto, veja também o que é o Simples Nacional.

Escolher o CNAE do seu e-commerce é uma decisão que impacta imposto, nota fiscal e crescimento — e vale acertar de primeira. Fale com um especialista da Nauta e conte com nosso serviço de gestão fiscal para enquadrar sua loja do jeito certo desde o início.

Conteúdo informativo; consulte a Nauta para o seu caso.

Erivelton
Escrito por
Erivelton
Setor Fiscal · Nauta Contabilidade
#CNAE#e-commerce#loja virtual#comércio varejista#dropshipping

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